Rosana Nunes com Ascom PMC em 16 de Junho de 2025
Ayrton Benites/PMC
A gestão do fluxo de veículos no Posto Esdras, na fronteira de Corumbá com a Bolívia, foi tema de reunião nesta segunda-feira, 16, entre o prefeito Dr. Gabriel Alves de Oliveira e a delegada da Alfândega da Receita Federal em Corumbá, Flávia Mesquita. Também participaram do encontro o vereador Élio Júnior, representantes da Agesa e do Setlog Pantanal (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística).
O objetivo da reunião foi discutir propostas para melhorar a logística na região fronteiriça, diante do crescimento das operações de importação e exportação. Um dos principais pontos abordados foi a limitação da atual estrutura física do Posto Esdras. Entre as sugestões debatidas, estão a realização de testes planejados para avaliar novos modelos de circulação, com foco na segurança dos usuários e na agilidade dos trâmites aduaneiros.
A digitalização dos processos também foi considerada essencial. Soluções como reconhecimento facial, leitura automática de placas e autenticação digital foram apontadas como formas de reduzir a burocracia e tornar o controle mais eficiente. A integração entre os sistemas brasileiros e bolivianos foi outro tema considerado fundamental para o aprimoramento da operação na fronteira.
A situação, informou o prefeito, será levada ao conhecimento do Governo de Mato Grosso do Sul e da Assembleia Legislativa, com o objetivo de ampliar o debate e buscar soluções conjuntas que promovam avanços logísticos na região do posto de fiscalização aduaneira.
“Agradecemos o atendimento da delegada Flávia e a presença do prefeito Dr. Gabriel. Discutimos especificamente o fluxo de caminhões pelo Posto Esdras. Nosso objetivo é melhorar esse fluxo, pois há dificuldades operacionais na passagem de veículos por ali. A Receita se comprometeu a realizar um estudo técnico para viabilizar melhorias no local”, afirmou o vereador Élio Júnior.
Ponte binacional
Também se discute a ampliação da ponte binacional que delimita o território dos dois países. Mas uma intervenção depende do governo federal do Brasil e da Bolívia.
A Receita Federal estima que cerca de três mil veículos de passeio atravessam a fronteira por dia, além de 600 caminhões que transportam mercadorias.
Anderson Gallo/Arquivo Diário Corumbaense
Ponte binacional na fronteira de Corumbá com a Bolívia
