Da Redação em 13 de Abril de 2026
Divulgação/SES
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) divulgou os resultados do primeiro ciclo de 2026 do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado em janeiro, indicando um cenário de alerta para o risco de arboviroses no estado.
Os dados evidenciam preocupação especialmente com municípios classificados em médio risco (índice entre 1 e 3,9) e, principalmente, alto risco (acima de 4), onde há maior probabilidade de surtos e epidemias de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Entre as cidades com índices mais elevados estão Rio Negro (8,80), Paranhos (8,20), Eldorado (7,00), Terenos (6,20) e Santa Rita do Pardo (6,00). Também permanecem em situação de alerta Maracaju (4,90), Vicentina (4,60) e Naviraí (4,10), demandando intensificação urgente das ações de controle.
Na classificação de médio risco estão municípios como Anaurilândia (3,90), Água Clara (3,70), Ponta Porã (3,70) e Bataguassu (3,50), além de outras cidades com índices próximos ao limite de alto risco. Ladário registrou índice de 2,60 e Corumbá, 1,80. A capital, Campo Grande, registrou índice de 1,40, permanecendo na faixa de médio risco.
Municípios com índice zero, como Chapadão do Sul, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Itaquiraí, Japorã, Jaraguari e Juti, também devem manter atenção. A SES alerta que é fundamental verificar a qualidade do levantamento e cruzar os dados com outros indicadores, como o monitoramento por ovitrampas, para evitar falsa sensação de segurança.
O LIRAa é uma ferramenta estratégica para identificar focos do mosquito e direcionar ações mais eficazes, incluindo visitas domiciliares, eliminação de criadouros e campanhas educativas. Um novo ciclo do levantamento está previsto para as últimas semanas de maio, quando os índices serão atualizados.
Autoridades reforçam mobilização
A secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, destacou que os municípios em médio e alto risco precisam intensificar imediatamente as ações de controle para evitar surtos.
Já o gerente estadual de Combate às Arboviroses, Márcio Luiz de Oliveira, afirmou que o Estado utiliza os dados para direcionar estratégias mais precisas, com apoio técnico e intensificação das ações nos locais mais críticos.
A SES reforça que o enfrentamento ao Aedes aegypti depende da participação da população. Medidas simples, como eliminar recipientes com água parada e manter a limpeza de quintais, são fundamentais para conter a proliferação do mosquito.
A recomendação é manter vigilância ativa em todos os municípios, independentemente do nível de risco, como forma de prevenir surtos e proteger a saúde pública.
Com informações da Agência de Notícias da Secom MS.
